Passou o 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e o que a gente faz agora?

Já deixo aqui o alerta ao leitor: você está consumindo um conteúdo sobre combate ao machismo e fortalecimento das Lutas das Mulheres, que é escrito por alguém sem protagonismo, pois nessa luta não sou o protagonista, sou um aliado.

Isso mesmo! Meu lugar de fala na luta do movimento feminista é de um aliado, então você lerá a opinião de um homem branco, cis gênero e homossexual. Mais pra frente vamos falar sobre esse tal “lugar de fala”, que vem dando o que falar!

Não tenho pretensão de fazer grandes reflexões, mas sim de trazer algumas sugestões sobre como podemos ser aliados das mulheres nessa luta tão importante e parar com aquela historinha de: “somos todos iguais, elas só querem mais direitos”, “vai descarregar um caminhão de areia pra ver”. Só nessas frases a gente já encontra um monte groselhas e o discurso machista correndo solto.

1 – Não somos todos iguais e não temos os mesmos direitos, pelo menos na prática, isso está absurdamente longe de acontecer.

2 – Elas não querem ter mais direitos, elas querem que os tais direitos iguais sejam GARANTIDOS para todas.

3 – Descarregar um caminhão de areia não faz de ninguém uma pessoa melhor ou pior que a outra, “mais machão incrível” ou “mulher superpoderosa”.

Aliás, não adianta muita coisa ter força para descarregar um caminhão, mas não ter coragem o suficiente para assumir as responsabilidades que a paternidade pede, por exemplo.

Agora, o mais esperado desse texto, vamos para as dicas:

1 – Não interrompa uma mulher durante a sua fala numa reunião, palestra, evento, debate.

Isso se chama manterrupting. É um termo utilizado para transmitir a ideia de um homem interrompendo a fala de uma mulher, sei que para muitos isso pode até parecer bobagem, mas esse “pequeno” ato pode desprestigiar a mulher no seu momento de protagonismo.

2- Reconheça as contribuições das mulheres em seus projetos e não pratique o “broprianting”.

Como assim? É bem possível, que após a prática de manterrupting, venha o ato de anular, minimizar ou se aproveitar das contribuições dadas anteriormente pelas mulheres.

Você já viu aquele chefe, apresentador ou debatedor que após a fala de uma mulher, repete tudo o que ela disse anteriormente, mas com novas palavras e é ovacionado, chamado de sensato e ‘desconstruidão’!? Então, é isso!!!

3 – Empregue ou indique mulheres para oportunidades de trabalho.

Apesar das mulheres serem 51,5% da população brasileira, elas ainda são a minoria no mercado de trabalho e representam apenas 46,3% da força de trabalho (entre trabalhos formais e informais).

Ahhh, e olha que nem entramos no mérito das interseccionalidades de classe, raça e identidade de gênero…conforme entramos nessas questões e nos cargos ocupadas nas empresas, a diferença vai ficando cada vez maior.

A desigualdade de gênero no mercado de trabalho é estrutural, e com a pandemia essa situação se agravou e trouxe uma piora ainda maior para as mulheres, que sofreram com uma taxa maior de desemprego, já aquelas que se mantiveram nos empregos tiveram um acúmulo de funções dadas pela situação de home office.

4 – Leia mais livros, escritos por mulheres e que ajudem a promover a conscientização das pessoas sobre equidade de gênero.

Vão aí duas indicações para começar esse hábito de leitura.
“Quem tem medo do Feminismo Negro.” Autora: Djamila Ribeiro
“Quarto de despejo.” Autora:  Carolina de Jesus.

5 – Compre produtos e serviços de mulheres empreendedoras (formais e informais).

Na hora de escolher um produto ou serviço, que tal optar por negócios idealizados e comandados por mulheres?

No empreendedorismo elas também ainda são minoria e representam 41% das pessoas empreendedoras, e dessa forma, enfrentam dificuldades para entrar em diversos setores. Apesar de possuírem uma escolaridade 16% superior, quando comparado aos homens empreendedores. Dito tido isso, chegou a hora da dica e daquele jabá que a gente goxxxta. rsrs

A bendita mídia é uma agência de marketing idealizada por uma mulher e comandada por mulheres. Então já sabe né?

Precisou de marketing digital para o seu negócio, corre falar com a Bendita Mídia, porque assim você garante o sucesso do seu negócio nesse mundão virtual e apoia o empreendedorismo feminino.

Segura todas essas dicas aí, coloque em prática e bora fortalecer as minas!!!

Bjus da Yag!